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A relação com a Agência Internacional de Energia Atômica – AIEA foi rompida pelo governo da Coréia que expulsou os inspetores estrangeiros que fiscalizavam a atividade do reator de Yongbyon. Tendo sido ordenado que se reativassem todas as instalações nucleares.
Essas medidas expressaram a reação norte-coreana a represália feita contra o país no Conselho de segurança da ONU, um dia antes, pelo disparo de um míssil de longo alcance no último dia quatro de abril.
A Organização acusou o regime do ditador Kim Jong-il de querer criar uma bomba de plutônio.
A decisão da Coréia do Norte foi comunicada pela própria AIEA, que informa que Pyongyang resolveu reativar o reator de Yongbyon --cuja torre de resfriamento foi destruída em junho do ano passado como um gesto de compromisso de Pyongyang com o processo de desnuclearização.
Pyongyang rejeitou a condenação classificando-a como “insulto insuportável”.
"Nós não participaremos nunca mais destas discussões [pela desnucelarização] e não nos consideramos obrigados por qualquer decisão adotada durante estas tratativas", disse o Ministério de Relações Exteriores norte-coreano, e continuou; "Vamos adotar as medidas necessárias para reabrir nossas usinas nucleares desativadas [...] e reintroduzir os bastões de combustível nuclear nos reatores experimentais". O regime comunista comunicou que foi decidido que as instalações atômicas fossem reativadas.
Há um ano a Coréia do Norte começou a desmontar o seu antigo reator de Yongbyon como parte do processo de desarmamento recebendo em troca ajuda econômica. Porém, desde 2006 é que o regime comunista está sob sanções da ONU devido a um teste anterior com uma bomba atômica e um míssil de longo alcance.
Segundo o país alega, o lançamento feito neste mês serviu para colocar um satélite em órbita sendo parte de um programa espacial pacífico. Contudo, os EUA, a Coréia do Sul e o Japão afirmam que se trata de um teste disfarçado do míssil Taepodong-2, capaz de atingir o Alasca.
A reação de endurecer a implementação de sanções, por parte da ONU, não deve ter impacto econômico forte para a Coréia do Norte. Analistas consideram que a divisão internacional sobre o tema pode fortalecer internamente o regime de Kim Jong-il, e especialistas afirmam que o Norte pode reativar a sua usina que separa o plutônio do combustível nuclear usado em três meses.
Para o especialista em segurança nacional da Universidade de Renmin, de Pequim, Shi Yinhong, as afirmações feitas pela Coréia do Norte geralmente são compostas por uma mistura de blefes e ameaças reais, mas que dessa vez elas são bem mais reais e vão continuar, pelo menos pelos próximos meses.
Imagem de satélite mostra o centro nuclear de Yongbyon, no norte de Pyongyang; Coréia do Norte diz que vai reativar programa.






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